quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Horta sustentável?

Recentemente tenho vindo a receber diversas informações sobre Viana do Castelo como um dos exemplos de cidade que tem apostado no desenvolvimento sustentável e como uma cidade que, de facto, aumentou de forma extraordinária a qualidade de vida dos seus habitantes através da devolução dos seus diversos espaços públicos para a população em geral. Não há muitos anos Viana do Castelo estava na lista negra do mau ordenamento do território (inclusivamente fez parte dos diversos programa Pólis que visaram a resolução de problemas de falta de qualidade dos espaços públicos de diversas cidades portuguesas). Hoje Viana do Castelo é descrita como uma cidade saudável e apontada por revistas de design estrangeiras (Wallpaper) como uma meca da arquitectura.
Como é que tal foi possível? Por várias razões, mas a principal deve-se à implementação da Agenda XXI Local.
Através deste istrumento traçam-se várias metas e metodologias que permitirão tornar as cidades mais sustentáveis, fomentando a participação da população local, situação essencial para um verdadeiro desenvolvimento sustentável. As principais medidas adoptadas em Viana do Castelo estão resumidas no video apresentado do lado esquerdo do ecrã e mostra como não é muito difícil criar uma cidade sustentável.
Naturalmente que não se pretende, aqui, criar uma situação de Horta versus Viana do Castelo, mas somente mostrar um dos caminhos possíveis para colocar a cidade da Horta no top das cidades eurpeias em termos de qualidade de vida e de sustentabilidade. Viana do Castelo há poucos anos tinha problemas mais graves que a Horta e a Horta tem, na minha opinião, um potencial maior que Viana do Castelo. Para tal não é preciso muito, apenas vontade, boas políticas de ordenamento do território e aprender com os bons exemplos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os Carros Não Andam Às Compras















As cidades que hoje em dia estão mais em voga, aquelas que são mais atraentes e que captam mais atenções conseguindo por isso mais dinâmica cultural e turística são as cidades sem património natural, como Berlim, Madrid ou Braga.

Estas cidades tiveram de apostar na arquitectura de qualidade e nos espaços urbanos qualificados para conseguirem atrair pessoas (habitantes e turistas). Tiveram que construir património, criaram focos de interesse que oferecem qualidade de vida a todos os que não quiserem ficar fechados em casa.

A Horta é uma cidade cheia de património natural e, por isso mesmo, nunca precisou de fazer muito para que os turistas abundassem e os habitantes se sentissem acolhidos. A natureza dá-nos muito, dá-nos quase tudo... mas se lhe pomos cimento em cima tem de ser com cuidadinho.
Não me parece que o objectivo da Horta seja atrair o turismo de massas, mas se quisesse, facilmente se poderia tornar na capital da qualidade de vida. Em relação ao turismo, deverá apostar mais na qualidade do que na quantidade, e daí o "cuidadinho": é que não é precisa muita construção, basta refrescar a cara. As fachadas cheias de cores que por aqui abundavam nos anos 80 eram deliciosas e desapareceram por simples esquecimento, tal como o acesso pedonal ao monte queimado, que poderia ser o ponte de exclamação colocado estrategicamente no final do passeio maritimo pela avenida marginal.



Tantas coisas que podem ser sonhadas... tantas que duvido que se faça alguma. O melhor será destacar uma. Uma simples ideia que pode dinamizar toda uma cidade e que pode ser concretizada a custo zero. Basta que a Rua Conselheiro Medeiros passe a rua pedonal, basta isso porque é nesse ponto que a cidade pode dar o salto, centralizando o eixo Igreja de São Francisco/Banco de Portugal.


É que aquele jardim... aquele jardim já não se usa! Há 30 anos, talvez... com as árvores que o ladeavam. Mas hoje em dia não. Os arbustos, o gradeamento, o portão, é um jardim romântico em miniatura que em nada favorece a nossa cidade.
















artigo publicado no Fazendo n.28
www.fazendofazendo.blogspot.com

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Avenida Marginal

Receber as ondas com pedras, carros e roulotes não é dar-lhes as boas vindas.














Nos anos 50 a ideia forte implementada na avenida foi a criação de uma circular automóvel, algo muito "moderno" para época mas que hoje em dia não faz sentido.
Temos de nos lembrar que nos anos 70 e 80 as principais praças de lisboa eram parques de estacionamento (Rossio, Comércio)

Temos de ter claro que Horta não é, nem quer ser, uma cidade na vanguarda do desenho urbano de espaços públicos. Por isso o que há a fazer é ver o que já se fez no mundo inteiro em casos como este e construir uma ideia forte, una, que faça sentido para a vida da cidade actualmente e que transforme a vida da cidade no futuro.
A ligação urbana entre os molhes será essencial e a cidade pode funcionar mais fechada sobre si mesma ou mais aberta ao pico e ao mundo.










as marginais do douro

























marginal de san sebastian

















marginal de luanda