domingo, 10 de maio de 2009

plano de urbanização da horta

Como deve ser do conhecimento de todos, a maior parte dos projectos de licenciamento de arquitectura que dão entrada na C. M. H. não são elaborados por arquitectos. Tal situação não acontece nos casos dos edificios dentro da área de influência de edifícios classificados e na zona histórica da cidade da Horta após a aprovação do Plano de Urbanização.
Sendo arquitecto entendo que estamos melhor preparados para a elaboração de projectos de arquitectura e, como tal, que esta é uma boa medida. No entanto, tal como em todas as profissões, existem bons e maus profissionais. Espero que esta oportunidade seja aproveitada pelos arquitectos para mostrar à população em geral que é preferível escolherem um arquitecto para elaborar um projecto de arquitectura.
Há quem entenda que esta posição é corporativista e, de forma a verificar qual é a opinião geral dos visitantes deste blog, convidava todos a darem a sua opinião sobre se esta medida deveria ser estendida a todo o Concelho.

5 comentários:

Mário Moniz disse...

Perfeitamente de acordo.
O profissionalismo deve imperar em todos os aspectos estruturais.
Assim, evitar-se-iam muitas aberrações, gastos não previstos e a diversidade harmónica.
O amadorismo é salutar, no desporto, na cultura, bem como em todas as áreas de voluntariado, desde que apoiado por profissionais habilitados. Mas há profissões que não se compadecem com o amadorismo.

tomas disse...

Claro que sim
seria um exemplo para o país inteiro

numa ilha tão pequena e tão sensível
qualquer construção mal pensada afecta logo uma parte significativa da ilha

geocrusoe disse...

Tenho um problema, já vi mau gosto e aberrações de arquitectos ser defendido como arte ou outros títulos que me assustam e não sei como se pode controlar isso. Penso que a tua proposta não consegue combater este flagelo que também existe. Por isso abstenho-me enquanto não vir uma solução para tal.

miguel valente disse...

Ao geocrusoe,

Como em todas as profissões existem bons e maus arquitectos. A mim não me preocupam as intervenções que não colhem o consenso da população por serem vangiardistas, como é o caso da "Casa da Música" na cidade do Porto. Tais intervenções, mesmo que marquem uma quebra com a envolvente são, na minha opinião, válidas, desde que de facto tenham qualidade.
O que me preocupa são as intervenções feitas por colegas, que de facto são de má qualidade e que marcam de forma negativa a cidade, com é o caso de alguns dos edifícios existentes na Avenida 25 de Abril.
A grande diferença entre os projectos serem feitos por arquitectos e serem feitos por outros técnicos, é que no caso dos arquitectos existe uma Ordem profissional que regula a actividade dos técnicos, o que não sucede no caso dos desenhadores projectistas e engenheiros técnicos civis, que estão fora da alçada de uma entidade reguladora da sua actividade.
Compete, naturalmente, aos arquitectos darem uma resposta positiva e responsável quando solicitados e evitarem o abuso de poder, mas para esses, existe sempre a possibilidade de queixa na Ordem dos Arquitectos.

faisca disse...

Dois contributos para o PDM.

1- Demolir o Bairro das Pedreiras e as casas de madeira envolventes, evidentemente realojando as pessoas que lá vivem, e criar nesse espaço um Parque Citadino.

2- Em vez de um Campo de Golfe que não acredito que alguma vez venha a ser construido, deveria nesse espaço construir-se um grande parque, do género do Parque da Cidade no Porto, a população local iria agradecer, pois por ncrivel que pareça não temos muitos espaços verdes para disfrutar.